quinta-feira, 11 de maio de 2017

Festival de Parintins 2017 Venha participar do maior Festival Folclórico da Amazônia!

Festival de Parintins 2017 Venha participar do maior Festival Folclórico da Amazônia! Realizado no final de Junho, na cidade de Parintins/AM O Festival Comparado ao carnaval, o Festival de Parintins é a maior manifestação folclórica da América Latina e a maior ópera a céu aberto do Mundo, realizado anualmente no último fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas. É uma apresentação a céu aberto de diversas associações folclóricas, sendo o ponto mais importante do evento atualmente é a disputa entre dois bois folclóricos, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentação ocorre no Bumbódromo. O Festival de Parintins se tornou uma das maiores atrações da cultura local. Durante as três noites de apresentação, as duas associações exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. Caprichoso O Caprichoso defende as cores azul e branco. Seu símbolo é a estrela azul, a qual exibe em sua testa. É o Guardião da Floresta, do folclore parintinense, do imaginário caboclo e do lendário dos povos indígenas. O nome, Caprichoso, teria um significado intrínseco a ele, isto é, pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade. O sufixo “oso”, significando provido ou cheio de glória. Quando somados, “capricho” mais “oso”, poder-se dizer que é extravagante e primoroso em sua arte. Garantido O nome Garantido surgiu do próprio criador, Lindolfo Monteverde, que em suas toadas sempre lembrava aos torcedores do boi contrário que seu bumbá sempre saía inteiro dos confrontos de ruas que, na época, eram rotineiros. Dizia Lindolfo que, nas brigas com os rivais, a cabeça de seu boi nunca quebrava ou ficava avariada, “isso era garantido”. Desde a sua criação, o Garantido se apresenta com um coração na testa, e suas cores, vermelho e branco, foram adotadas pelos torcedores.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Solenidade marca o início do Curso de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais do Estado

Solenidade marca o início do Curso de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais do Estado A aula inaugural do Curso de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais foi realizada na manhã desta terça-feira, 21, no auditório Cuica da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. O curso tem como objetivo capacitar gestores e conselheiros municipais, visando ações de promoção e difusão de cultura e cidadania, integradas ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), e será ministrado pela UFT, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden). Durante o evento, a superintendente de Desenvolvimento de Cultura da Seden, Noraney de Castro, destacou a importância do envolvimento dos diversos atores para o desenvolvimento da cultura do Estado. "Como parceiros, consideramos que a formação é essencial e irá beneficiar e fortalecer a cultura do Tocantins”, pontuou. “O curso propiciará qualificação e contribuirá para o mapeamento cultural dos estados e para a elaboração de projetos. A cultura, além de contribuir para o desenvolvimento econômico, ajuda a elevar a autoestima das comunidades e no reconhecimento da diversidade", explicou o representante da secretaria de Articulação e Desenvolvimento Institucional do MinC, Jorge Edson Garcia, e palestrante do evento. De acordo com a pró-reitora de Extensão Cultural e Assuntos Comunitários da UFT, Maria Santana, a dificuldade de reconhecer a diversidade cultural existente é um dos principais problemas a serem abordados na formação. “O curso vai capacitar a pessoa a entender o que é cultura e como trabalhar as ações no seu município”, destacou, ressaltando que o curso contará com outras duas turmas, uma de indígenas e uma de quilombolas. O curso conta com representantes de 27 municípios do Tocantins. Dos candidatos inscritos, nove são gestores públicos na área de cultura, 19 são conselheiros de cultura, 35 são servidores públicos que atuam na área de cultura, 12 são servidores de universidade pública e fundação e, 29 são artistas, produtores culturais e demais categorias afins. A artista e produtora cultural Mara Rita, que atua há 23 anos no segmento em Palmas, diz que o curso vem ao encontro de uma necessidade nacional de fortalecimento da cultura. "De modo geral, as pessoas ainda não sabem o que é cultura. Cultura é a preservação da nossa história, da nossa identidade", disse. Também selecionado para fazer o curso, o diretor de Cultura e subsecretário de Educação e Cultura de Axixá do Tocantins, Idaelson Morais, acredita que a formação vai ajudar gestores municipais a captar recursos para fomentar a cultura municipal. Curso O edital de seleção, publicado no início de janeiro deste ano, previa o total de 300 vagas a serem distribuídas em duas turmas, sendo 150 vagas destinadas ao período de fevereiro de 2017 e as outras 150 vagas à segunda etapa, no período de julho a dezembro de 2017. O curso terá carga horária de 180 horas, na modalidade semipresencial, com dois encontros presenciais. Os alunos serão orientados na elaboração de projetos que visam construir o diagnóstico da cultura local, Revista Guia Turístico Cultural do Tocantins participando deste Curso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Oscatins em Araguaína Tocantins, “O Profissional de Sucesso 2016

Na noite deste Sábado (28), Recanto Ipê Festas e Eventos, aconteceu Oscatins em Araguaína Tocantins, “O Profissional de Sucesso 2016”. A valorização profissional homenageados em diversos segmentos, além de empreendedores, instituições, veículos e profissionais da imprensa, que se destacam no comercio, através de pesquisa de opinião pública, o Portal Guia Turístico Cultural Ecológico, recebemos com muito orgulho o prêmio máximo do Tocantins na categoria de melhor Portal em 2016 Gostaríamos de agradecer a todos, do Tocantins, que acredita no nosso trabalho, pois temos compromisso em levar as notícias Turística, Culturais e Ecológicas do Tocantins, Brasil. Estamos felizes, pois este reconhecimento nos credencia e dá credibilidade para que possamos continuar realizando nosso trabalho com qualidade, sempre informando a população os principais fatos que ocorrem em nosso Estado, Municípios, Brasil e do Mundo”, destacou Manoel Cardoso e Silene Noleto. ” Nosso portal tem apenas 5 anos de existência, e ser reconhecido pela população como um dos principais portais do Tocantins nos deixa satisfeitos, pois nosso esforço está valendo a pena. Estamos bem avaliados frente a comunidade, a frente de grandes portais, isso nos incentiva a procurar sempre melhorar, levando informação de qualidade e com compromisso com o Tocantins e Brasil, pontuou o editores do Portal. Organização; IBOPEN

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

JORNAL VITRINE TOCANTINENSE, em 2011, em Palmas, Araguaína e Gurupi do Tocantins foi lançado Jornal Vitrine Tocantinense.

Em 2011, em Palmas, Araguaína e Gurupi do Tocantins foi lançado Jornal Vitrine Tocantinense. Segundo os Editores Manoel Cardoso e Silene Noleto, O JORNAL VITRINE TOCANTINENSE veio para mostrar de um jeito diferente o que tem de melhor no Tocantins, mostrando todas notícias, um jornal plural e, acima de tudo, comprometido com o Tocantins. "Trabalhamos Muito para a realização deste do Jornal Vitrine Tocantinense, um sonho que ao longo dos anos tornou-se corpo e tornou-se realidade, e há 10 anos atrás já pensávamos em lançar esta obra, fruto de muito trabalho e persistência, coragem e Fé" diz Manoel Cardoso e Silene Noleto. Jornal Vitrine Tocantinense nos dedicamos em fornecer a nossos clientes um serviço cordial. Nós valorizamos seu negócio. Tornamos nossa missão. O principal investimento do Novo Jornal Vitrine Tocantinense é em talentos EMAIL: manoelc22@hotmail.com Conta 62)984909063 ou 999366653- Palmas Tocantins.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Rapadura: conheça a história dessa delícia que é tradição do Brasil.

Rapadura: conheça a história dessa delícia que é tradição do Brasil Conta-se que a fabricação da rapadura teve origem no século 16, nas Ilhas Canárias. Naquela época, o doce foi visto como uma solução prática para o transporte de alimento, já que é resistente a umidade. No Brasil, começaram a ser fabricadas no mesmo século, na época em que chegaram os primeiros engenhos. Também chamadas de raspadura, a guloseima ganhou esse nome por ter originado da raspas dos tachos em que se produzia o açúcar. Depois de moldadas em forma de tijolos, seguiam para a mesa dos escravos, se tornando alimento importante no cardápio dos negros. Famosa entre os nordestinos, a rapadura é para muitos a sobremesa preferida depois do almoço. O que muita gente não sabe, é que essa iguaria não foi criada no Brasil. Isso mesmo! A rapadura surgiu nas Ilhas Canárias, em um arquipélago espanhol, no século XVl. Logo depois, no século XVll, foi exportada para as Américas. A rapadura foi criada a partir da raspagem das camadas de açúcar que ficavam presas às paredes dos tachos utilizados para fabricação de açúcar, então, era aquecida e colocada em formas semelhante às de tijolos. Uma solução prática de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual, que resistia durante meses às mudanças atmosféricas. Quando a rapadura chegou ao Brasil Chegou ao Brasil em 1532 e servia de alimento para os escravos por possuir muitos nutrientes. Nesta época, ainda não era fabricada para fins comerciais. Logo depois, se deu início à produção da rapadura nos primeiros engenhos de cana-de-açúcar, que eram pequenos e muito simples, com moendas de madeira movidas a água ou por cavalos e bois. Fabricação A cana é moída para extrair o caldo de cana, depois o líquido é colocado no tacho para ser fervido. Nesta etapa com a elevada temperatura do caldo, as impurezas vão para cima do tacho e são retiradas. O caldo é colocado em uma caixa de depósito, é fervido mais uma vez e se torna melado. RICA EM MINERAIS E VITAMINAS Em cada 100 gramas de rapadura são encontrados: MINERAIS Potássio — 10 a 13mg Cálcio — 40 a 100mg Magnésio — 70 a 90mg Fósforo — 20 a 90mg Sódio — 19 a 30mg Ferro — 10 a 13mg Manganês — 0,2 a 0,5mg Zinco — 0,2 a 0,4mg Flúor — 5,3 a 6,0mg Cobre — 0,1 a 0,9mg VITAMINAS A, Betacaroteno, B1, B2, B5, B6, C, D2, E, PP PROTEÍNAS 280mg Rapadura como aliada dos esportistas O alto teor calórico faz da rapadura uma aliada de quem precisa de energia para treinar ou praticar atividades físicas intensas. Adriana recomenda que atletas, principalmente os de alta resistência, incluam esse alimento como parte da alimentação. A maior motivação para inserir a rapadura na dieta é que ela fornece energia em grande quantidade. Porém, ela é muito mais benéfica que outros alimentos energéticos porque ainda tem vitaminas e minerais. A nutricionista compara esse alimento com a maltodextrina, suplemento muito comum entre atletas, mas que fornece apenas carboidratos. Mesmo com tantos benefícios, o consumo do doce não pode ser exagerado. Adriana comenta que por ter um alto índice glicêmico, o produto não é adequado para uso antes dos treinos pois pode provocar hipoglicemia de rebote, que é quando os níveis de açúcar no sangue se elevam e depois caem bruscamente. “O ideal é consumir a rapadura durante e após os treinos”, indica a especialista. Ela ainda menciona que é uma excelente opção para ciclistas e atletas que fazem treinos longos. É um alimento fácil de comer e ainda é barato. Rapadura no dia a dia Mesmo quem não é atleta de alta performance pode incluir esse doce no dia a dia. Ele é uma ótima substituição para o açúcar e outros adoçantes no preparo de sobremesas, sucos e outras receitas. A nutricionista afirma que preparar a rapadura com castanhas, coco e amendoim gera uma sobremesa ou lanchinho doce saboroso e nutritivo. Ainda assim, não deve ser consumida em excesso devido ao alto teor calórico. Mesmo oferecendo diversos benefícios, é preciso ter moderação. Rapadura é patenteada por empresa alemã http://www.globo.com/ A receita é antiga, da época do Brasil colônia. A rapadura foi criada para facilitar o transporte do açúcar para a Europa. O caldo da cana fervido em tachos de cobre e transformado em barras é um dos símbolos do nordeste. Até os turistas estrangeiros experimentam e gostam, mesmo sem conseguir falar o nome direito. Quase cinco séculos depois da invenção, a receita foi patenteada... Na Europa! A dona da marca "rapadura" é uma empresa alemã. O registro foi feito há 16 anos, mas o Itamaraty só ficou sabendo agora, alertado por uma brasileira que mora em Berlim. Na Alemanha a rapadura é vendida como açúcar mascavo triturado. Os donos de engenho do Ceará, que se preparavam para exportar, agora podem ser obrigados a pagar royalties. "O produto é nosso. A criação da cultura foi nossa. E nós não podemos criar uma cultura e entregar para outro país se beneficiar com ela", protesta o dono de engenho José Gonzaga. Em nota divulgada à imprensa, o Itamaraty disse que o registro contraria acordos internacionais sobre direitos de propriedade intelectual e que a embaixada do Brasil na Alemanha tenta convencer a empresa a abandonar voluntariamente a patente. Mesmo se a diplomacia não funcionar, o advogado Ricardo Bacelar acredita que o registro pode ser anulado: "Existem normas internacionais que impedem que esse tipo de registro seja feito. A rapadura, além de ser um uso e costume comercial, um produto brasileiro, ela faz parte também do patrimônio histórico e cultural brasileiro". Empresários de outros países já tentaram, outras vezes, patentear produtos tipicamente brasileiros. Foi o que aconteceu com o cupuaçu, em 2000, quando uma empresa do Japão quis registrar a marca. O governo japonês ouviu as reclamações dos produtores do Brasil e se recusou a fazer a patente. http://www.globo.com/

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O maior garimpo a céu aberto do Mundo

O maior garimpo a céu aberto do Mundo Serra Pelada é uma região localizada no estado do Pará que, na década de 1980, foi invadida por milhares de pessoas que buscavam enriquecimento por meio do garimpo. O Brasil, desde o período colonial, se destaca pela fartura de minerais em seu subsolo. O país ficou marcado pela grande quantidade de ouro encontrado durante os séculos XVII e XVIII. Após esse período, acreditava-se que o recurso aurífero brasileiro não seria mais encontrado em grandes proporções. Porém, em 1980 surgiu uma nova corrida em busca do ouro em Serra Pelada. Serra Pelada, atual município de Curionópolis, é uma região localizada no Estado do Pará. Na década de 1980, essa área foi invadida por milhares de garimpeiros motivados pelo sonho de enriquecer rapidamente através do ouro. Serra Pelada O major do Exército, Sebastião Curió, era o responsável pela organização no garimpo, evitando, na medida do possível, confusões e atritos entre os trabalhadores. Uma das medidas estabelecidas foi a proibição de bebidas alcoólicas no local. Rapidamente a área se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo. Aproximadamente 25 mil homens trabalhavam dia e noite e chegavam a tirar uma tonelada de ouro por mês. Conforme dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), somente no ano de 1983 foram extraídas cerca de 14 toneladas de ouro na área de Serra Pelada. Esse fato fez com que muitos pensassem que as jazidas de ouro seriam capazes de enriquecer os garimpeiros. Porém, esse fato não se concretizou, e o que é pior, muitos morreram durante o trabalho. As condições de trabalho eram precárias, calor intenso, utilização de escadas danificadas, barrancos altamente perigosos, poeira de monóxido de ferro no ar - que era inalada pelos trabalhadores; barracos improvisados, sem estrutura adequada para moradia. Mas apesar de todos esses aspectos negativos, os garimpeiros trabalhavam na esperança de “bamburrar” - expressão relacionada ao fato de enriquecer. Condições de trabalho em Serra Pelada A produção aurífera em Serra Pelada decresceu e, em 1992, houve interrupção das atividades de extração de ouro na região. A grande cratera aberta para a retirada do ouro transformou-se num enorme lago. A Companhia Vale do Rio Doce recebeu uma indenização de 59 milhões do Governo Federal, pois tinha direitos sobre as jazidas de ouro, que foram invadidas pelos milhares de garimpeiros. Em 2002, o Congresso Nacional aprovou um decreto que permitiu aos garimpeiros a execução de suas atividades em uma área próxima à Serra Pelada. Em poucos meses, aproximadamente 10.000 garimpeiros foram atraídos para essa região. Vários problemas ocorrem nessa nova área. A disputa de interesses políticos, líderes sindicais, mineradoras e antigos garimpeiros geram vários conflitos. Alguns com final trágico, como o assassinato de Antônio Lemos, que era o presidente do Sindicato dos Garimpeiros da região. O ouro encontrado em Serra Pelada não gerou riqueza para a maioria dos garimpeiros, pelo contrário, apenas trabalho em péssimas condições e desilusão com a possibilidade de sair da miséria. Serra Pelada - história do início ao - será o fim? O que já foi o maior garimpo de ouro do mundo moderno hoje quase resumido a um lago de águas contaminadas e sem vida, aparentemente. A descoberta do ouro de Serra Pelada é uma estória que se multiplica no "mundo mineral" sob várias versões, às vezes até míticas. A estória contada pelos antigos garimpeiros é de que na Fazenda Três Barras, a esposa do capataz encontrou uma pedrinha com um brilho metálico de amarelo incomum no lugar a posteriori denominado Grota Rica. Genésio, dono da fazenda, levou a amostra até Marabá e lá foi confirmado se tratar de uma pepita de ouro. A rocha mineralizada era chamada "Burro Preto" e as rochas encaixantes eram também mineralizadas ainda que com teores menores. Não demorou muito até chamar a atenção do governo brasileiro (militares) e da Cia. Vale do Rio Doce (na época) detentora de direitos minerais na região. O governo decide não paralisar o garimpo e tenta organiza-lo proibindo a prostituição e venda de bebidas alcoólicas, divide o terreno em Barrancos 2 x 2 metros, instala postos de saúde e policial e põe fim à tributação cobrada pelo dono das terras. A Cia Vale passa a ser a única compradora da produção de ouro em Serra Pelada e para combater o contrabando paga mais que a cotação do metal nas bolsas de valor. O garimpo funciona por mais alguns anos, é fechado por problemas técnicos ao atingirem o lençol freático e reaberto após, por ordem do presidente da república, fazerem o rebaixamento do lençol. As notícias sobre o formigueiro humano se espalham e com elas as evidências da total inconformidade com a segurança do trabalhador. Os problemas técnicos se agravam e as péssimas condições de trabalho e insalubridade colocam o garimpo de Serra Pelada insustentável no início dos anos 80 e no governo Collor é fechado. No fim da primeira década dos anos 2000 a empresa canadense Colossus Minerals entra em acordo com a Coomigasp (Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada) e realiza novos trabalhos de avaliação dos recursos da jazida que mostra resultados promissores. A Colossus reinicia as operações de lavra, agora subterrânea, mecanizada e planejada, mas em 2014, após vários episódios indesejáveis, a Colossus Minerals suspende as operações e abandona as instalações que são saqueadas. No mercado, o ouro costuma brilhar mais em momentos de crise e pressão inflacionária. Ele funciona como uma reserva de valor, um porto seguro.

O maior garimpo a céu aberto do Mundo

O maior garimpo a céu aberto do Mundo Serra Pelada é uma região localizada no estado do Pará que, na década de 1980, foi invadida por milhares de pessoas que buscavam enriquecimento por meio do garimpo. O Brasil, desde o período colonial, se destaca pela fartura de minerais em seu subsolo. O país ficou marcado pela grande quantidade de ouro encontrado durante os séculos XVII e XVIII. Após esse período, acreditava-se que o recurso aurífero brasileiro não seria mais encontrado em grandes proporções. Porém, em 1980 surgiu uma nova corrida em busca do ouro em Serra Pelada. Serra Pelada, atual município de Curionópolis, é uma região localizada no Estado do Pará. Na década de 1980, essa área foi invadida por milhares de garimpeiros motivados pelo sonho de enriquecer rapidamente através do ouro. Serra Pelada O major do Exército, Sebastião Curió, era o responsável pela organização no garimpo, evitando, na medida do possível, confusões e atritos entre os trabalhadores. Uma das medidas estabelecidas foi a proibição de bebidas alcoólicas no local. Rapidamente a área se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo. Aproximadamente 25 mil homens trabalhavam dia e noite e chegavam a tirar uma tonelada de ouro por mês. Conforme dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), somente no ano de 1983 foram extraídas cerca de 14 toneladas de ouro na área de Serra Pelada. Esse fato fez com que muitos pensassem que as jazidas de ouro seriam capazes de enriquecer os garimpeiros. Porém, esse fato não se concretizou, e o que é pior, muitos morreram durante o trabalho. As condições de trabalho eram precárias, calor intenso, utilização de escadas danificadas, barrancos altamente perigosos, poeira de monóxido de ferro no ar - que era inalada pelos trabalhadores; barracos improvisados, sem estrutura adequada para moradia. Mas apesar de todos esses aspectos negativos, os garimpeiros trabalhavam na esperança de “bamburrar” - expressão relacionada ao fato de enriquecer. Condições de trabalho em Serra Pelada A produção aurífera em Serra Pelada decresceu e, em 1992, houve interrupção das atividades de extração de ouro na região. A grande cratera aberta para a retirada do ouro transformou-se num enorme lago. A Companhia Vale do Rio Doce recebeu uma indenização de 59 milhões do Governo Federal, pois tinha direitos sobre as jazidas de ouro, que foram invadidas pelos milhares de garimpeiros. Em 2002, o Congresso Nacional aprovou um decreto que permitiu aos garimpeiros a execução de suas atividades em uma área próxima à Serra Pelada. Em poucos meses, aproximadamente 10.000 garimpeiros foram atraídos para essa região. Vários problemas ocorrem nessa nova área. A disputa de interesses políticos, líderes sindicais, mineradoras e antigos garimpeiros geram vários conflitos. Alguns com final trágico, como o assassinato de Antônio Lemos, que era o presidente do Sindicato dos Garimpeiros da região. O ouro encontrado em Serra Pelada não gerou riqueza para a maioria dos garimpeiros, pelo contrário, apenas trabalho em péssimas condições e desilusão com a possibilidade de sair da miséria. Serra Pelada - história do início ao - será o fim? O que já foi o maior garimpo de ouro do mundo moderno hoje quase resumido a um lago de águas contaminadas e sem vida, aparentemente. A descoberta do ouro de Serra Pelada é uma estória que se multiplica no "mundo mineral" sob várias versões, às vezes até míticas. A estória contada pelos antigos garimpeiros é de que na Fazenda Três Barras, a esposa do capataz encontrou uma pedrinha com um brilho metálico de amarelo incomum no lugar a posteriori denominado Grota Rica. Genésio, dono da fazenda, levou a amostra até Marabá e lá foi confirmado se tratar de uma pepita de ouro. A rocha mineralizada era chamada "Burro Preto" e as rochas encaixantes eram também mineralizadas ainda que com teores menores. Não demorou muito até chamar a atenção do governo brasileiro (militares) e da Cia. Vale do Rio Doce (na época) detentora de direitos minerais na região. O governo decide não paralisar o garimpo e tenta organiza-lo proibindo a prostituição e venda de bebidas alcoólicas, divide o terreno em Barrancos 2 x 2 metros, instala postos de saúde e policial e põe fim à tributação cobrada pelo dono das terras. A Cia Vale passa a ser a única compradora da produção de ouro em Serra Pelada e para combater o contrabando paga mais que a cotação do metal nas bolsas de valor. O garimpo funciona por mais alguns anos, é fechado por problemas técnicos ao atingirem o lençol freático e reaberto após, por ordem do presidente da república, fazerem o rebaixamento do lençol. As notícias sobre o formigueiro humano se espalham e com elas as evidências da total inconformidade com a segurança do trabalhador. Os problemas técnicos se agravam e as péssimas condições de trabalho e insalubridade colocam o garimpo de Serra Pelada insustentável no início dos anos 80 e no governo Collor é fechado. No fim da primeira década dos anos 2000 a empresa canadense Colossus Minerals entra em acordo com a Coomigasp (Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada) e realiza novos trabalhos de avaliação dos recursos da jazida que mostra resultados promissores. A Colossus reinicia as operações de lavra, agora subterrânea, mecanizada e planejada, mas em 2014, após vários episódios indesejáveis, a Colossus Minerals suspende as operações e abandona as instalações que são saqueadas. No mercado, o ouro costuma brilhar mais em momentos de crise e pressão inflacionária. Ele funciona como uma reserva de valor, um porto seguro.